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Intercambiando
Se mestrados e cursos de extensão já são requisitos para uma boa colocação no mercado, o intercâmbio pode ser uma excelente saída para dar um "up" na caminhada profissional

Texto Elisa Rosar elisa@offline.com.br

Mas, qual é o momento certo de encarar o desafio? De acordo com Maura, não existe o momento ideal. O ideal é não deixar de fazer um intercâmbio! Ela diz que se o estudante, ainda no ensino médio, puder planejar, melhor ainda, pois, quanto mais cedo, mais preparado estará para o mercado de trabalho. "As pessoas estão entendendo a necessidade de fazer um programa no exterior. Elas sabem que isso serve para uma especialização profissional ou até pra se posicionar melhor no mercado", complementa.

Existem diversas maneiras para que os estudantes realizem o sonho de morar fora, melhorar o conhecimento de línguas ou estudar em outro país ou continente. Muitas são as universidades brasileiras, particulares e públicas, que possuem convênios com instituições estrangeiras. Praticamente todas elas trabalham de maneira parecida.

Esses acordos funcionam como uma troca, ou seja, as instituições enviam estudantes para o exterior, no período de seis meses a um ano, mas, ao mesmo tempo, recebem alunos estrangeiros. Ambos ficam isentos da taxa universitária no país que visitam, que, muitas vezes, é o item mais caro de um intercâmbio. O usual é que o aluno siga pagando mensalidades no período em que está no exterior em sua própria universidade de origem, se for o caso.

Entretanto, as agências de intercâmbio ainda são a alternativa mais cotada. É bom lembrar que, em geral, ao aderir a essa opção, o intercambista arcará com todas as despesas, que variam de acordo com o programa e o país escolhido. Por outro lado, as agências são especializadas em achar a opção que tem mais a cara do candidato, além de facilitar trâmites legais, como passaporte e visto, o local mais apropriado para cada perfil, além de agendar estadas em casas de famílias, alojamentos ou acomodações mais práticas e seguras.

Foi o caso da estudante de comunicação Juliana Previato, de 21 anos, assessorada pela STB (Student Travel Bureau). Ju sempre teve o sonho de fazer intercâmbio e ficar um tempo fora do Brasil. "Mas meu pai nunca foi a favor dessa idéia. Mesmo contra a vontade dele, eu e minha mãe começamos a pesquisar lugares, como Austrália, Espanha e EUA. Fui a várias agências de viagem e, inclusive, na central de intercâmbio da minha faculdade para tentar descobrir informações sobre o que eu poderia fazer, onde morar, transporte, valores e burocracias", conta.

"Seis meses antes de viajar, eu fechei o programa com a agência, que organizou e planejou tudo para mim, me ajudou em todas as etapas e me deu todas as dicas e informações necessárias, inclusive durante a viagem. Não precisei me preocupar com nada. Recomendo viajar dessa forma, definitivamente!", ri.

Outra questão que preocupa e divide bastante os estudantes é o local ideal. Ju revela que, depois de um árduo trabalho para convencer o pai, ela e a mãe estavam bastante divididas. "Depois de muita pesquisa, decidi viajar nas férias do final do ano para estudar inglês por três meses em San Diego, nos EUA. Escolhi San Diego porque no inverno ela é um pouco mais quente, se comparada a outras cidades."

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