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Desgraça pouca é bobagem!
Convidamos torcedores e o editor-chefe da revista Placar para listar as maiores desgraças dos grandes clubes paulistas. Aproveite e municie-se para zoar os seus rivais

SANTOS
O alvinegro praiano pode se dar ao luxo de dizer ao mundo que o rei do futebol jogou e ganhou tudo no seu esquadrão. Pelé comandou o Santos na máquina vencedora dos anos 60. Porém, nem só de Pelé é feita a história santista. O peixe também já nadou em mares muito rasos e teve épocas muito nebulosas. Até a aparição de Robinho e Diego, o time do litoral paulista deu muito pouco as caras nas fotos de campeão.

Xavier conta o que, para ele, foi o maior drama da equipe do litoral. "A maior tragédia, disparado, aconteceu em outubro de 74, quando Pelé cruzou os braços em forma de cruz no meio da partida contra a Ponte Preta e celebrou o momento que ia parar." Para muitos, esse é um divisor de águas na história santista. "Existem dois Santos, um com Pelé, outro, sem. O primeiro é um clube mágico, já o segundo é uma equipe de segundo escalão do futebol brasileiro."

A nova geração de torcedores do peixe não pôde acompanhar a trajetória vitoriosa guiada pelos pés do rei, na década de 1960. A estudante de direito da Uninove, Juliana Peres França, 30 anos, lembra o pior momento de sua vida de torcedora santista. "Lembro-me como se fosse hoje... Foi há seis anos... Era semifinal do campeonato paulista de 2001. Eu estava grávida de cinco meses, e o Santos jogava contra o Corinthians (eca!) por uma vaga na final. O empate dava a classificação ao Santos. O peixe fez o primeiro gol, os gambás empataram. Faltando uns dois minutos pra terminar o jogo, nos acréscimos, o Corinthians fez o segundo gol. Fomos eliminados. Eu me lembro de que estava em um sítio e tinha me afastado da TV, pois o nervosismo já estava me fazendo passar mal. Naquela noite, fiquei quase duas horas sentada no meio do mato, escondida, chorando, enquanto minha família inteira me procurava. Ainda não tinha visto meu time do coração ser campeão, mas isso logo se realizou, um ano depois, quando o Santos ganhou o campeonato Brasileiro, depois de 18 anos na fila, em cima do mesmo Corinthians. Jogo histórico e um dos dias mais felizes da minha vida".


 
 

O FIM DO FUTEBOL ARTE!

Se existe um nome que dá arrepios na torcida brasileira, é Paolo. Mais precisamente Paolo Rossi. Certos traumas são transmitidos de geração para geração. Se a derrota para o Uruguai na final da Copa de 50 em pleno Maracanã foi o pesadelo de nossos avós, a partida de 5/7/1982, durante a Copa da Espanha, simbolizaria o fim do futebol arte e marcaria a geração de nossos pais para sempre.

No estádio Sarriá, em Barcelona, enfrentavam-se Brasil e Itália, partida válida pelas quartas de final do mundial. A seleção canarinho, sob a batuta de Telê Santana, contava com um elenco fabuloso, sinônimo da arte do futebol. Zico, Falcão, Toninho Cerezo, Sócrates. Craques que faziam a diferença. Eles só não esperavam encontrar um time de camisas azuis e um atacante trombador, mas com faro de gol! Aos 5 minutos da partida, o número 20 italiano já havia anotado o seu, o Brasil empatou e Rossi mais uma vez colocou os italianos na frente. Na segunda etapa, Falcão empatou, mas o que parecia impossível aconteceu. Rossi computou o terceiro para si e sacramentou a desclassificação brasileira.

Nossa geração, em contrapartida, teve de amargar a convulsão de Ronaldo e o triunfo de Zidane em 1998 na França.

 

 

  

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