GLÓRIAS, CONQUISTAS, TÍTULOS E MUITA TRADIÇÃO... Todos os atributos inseridos na história dos grandes clubes de futebol do estado de São Paulo - Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo. No entanto, nem só de belos triunfos foram feitas as biografias dessas agremiações. Tragédia, choro, drama... Palavras que fazem parte do passado, do presente e, provavelmente, do futuro dos clubes. E quem é que paga o pato, sempre? O torcedor, é claro! Prato cheio para quem quiser tirar um sarrinho daquele amigo chato!
CORINTHIANS
O quase centenário alvinegro de parque São Jorge, detentor de quatro conquistas do brasileirão e 25 do paulista, é um dos clubes mais vencedores do futebol brasileiro. Porém, ao longo da história, a segunda maior torcida do país também sofreu muito. O último revés foi a queda para a série B do campeonato nacional de 2007, na pior crise do timão nesses 98 anos de vida.
O editor da Placar classifica o que, para ele, foi a maior desgraça do torcedor corintiano. "Eu colocaria em primeiro lugar aquela disputa de pênaltis válida pelas semifinais da Libertadores de 2000 contra o Palmeiras. Naquele instante, o maior ídolo da torcida, Marcelinho Carioca, colocou o penal derradeiro na mão do maior ídolo da torcida rival (Marcos), ou seja, desgraça total." Em 2007, "um bando de loucos" tentou dar forças para que o Corinthians permanecesse na primeira divisão do nosso futebol. porém, com uma campanha pífia e um time muito ruim, a queda para a segunda divisão foi inevitável. Gabriela Gomes, 22 anos, estudante do 8º semestre de comunicação social no Mackenzie, tenta definir o espírito corintiano. "Ser corintiano não é fácil, mas garanto, é muito bom. O corintiano sofre sempre, se não é o ataque que faz gol no último minuto, sofre com a defesa que tira, no tradicional chutão, todas as bolas que rondam a sua área. Mas a verdade é que ser corintiano é raça, é emoção, é sofrimento, é glória, é recompensa. Aos 45 do segundo tempo, o Marcelinho Carioca deixa a bola passar e o Ricardinho coloca a redonda no fundo da rede, classificando o time para a final do campeonato."
Corintiano maloqueiro e sofredor. É desse jeito que a torcida gosta de ser. Porém, o sofrimento nem sempre é uma coisa boa, e, como disse Sérgio Xavier, a derrota frente ao Palmeiras, em 2000, ainda parece doer no coração dos gaviões. "A taça Libertadores da América de 2000 trouxe o que talvez tenha sido minha maior decepção com o alvinegro do parque São Jorge. A semifinal, disputada até o último minuto de jogo entre o todo-poderoso e o Palmeiras, mostrou que os dois times estavam a fim de um grande espetáculo e da conquista do torneio. Era nítido que o vencedor daquele jogo seria o campeão do ano. Mas o que podemos dizer do ídolo? Ah, Marcelinho Carioca, pé de anjo, o melhor batedor de pênalti da época, o craque que colocava a bola onde queria contra o goleiro Marcos. A defesa daquele pênalti não fez só o nome do 'São Marcos', mas também gerou lágrimas e muita tristeza por parte da fiel torcida que lotou o Morumbi crente que, daquela vez, massacraríamos os alviverdes e conquistaríamos a tão sonhada vaga na final do campeonato. Tristeza, choro, decepção... sentimentos que, com certeza, tomaram conta dos torcedores presentes no estádio, de todos os roxos fanáticos que não desgrudaram um segundo sequer seus olhos da televisão e, indubitavelmente, de uma menina que é "louca por ti, Corinthians'." Choraminga Gabriela.
REBAIXAMENTO... GOLEADAS...FRANGOS...
E O GOSTO AMARGO DA DERROTA
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