Caso você não visualize a animação corretamente, clique aqui para fazer o download do plugin do Flash.
Caso você não visualize a animação corretamente, clique aqui para fazer o download do plugin do Flash.

A troca de curso
Norma de Fátima Garbulho, professora de psicologia da Unesp, responde às dúvidas dos universitários de nossa redação sobre insatisfações e arrependimentos em relação ao curso escolhido.



É possível encontrar um aluno pensando em desistir de um curso, por conta de algumas disciplinas com as quais não se identifica. Sempre existirão disciplinas em que teremos algum grau de dificuldade para acompanhar, ao longo do curso. Não são esses detalhes que indicarão satisfação ou não. É preciso ir mais além, olhar o todo e pensar no profissional que esse curso pretende formar, o que esse profissional faz, como faz, com quem e onde irá atuar, qual a contribuição dele para a sociedade, quem irá usufruir desse trabalho e porque estou fazendo essa escolha. Se as respostas a essas questões despertarem interesse, satisfação e motivação, então é seguir em frente. Caso contrário, melhor refletir sobre essa escolha.

É muito comum o arrependimento, mas bem menos comum infelizmente, é a coragem de repensar a escolha, rever os motivos da insatisfação e, se for o caso, a partir daí refazer a escolha. É preciso refletir bastante sobre o que na verdade está causando essa insatisfação, porque às vezes a causa real não está tão explícita assim. Muitos jovens não têm coragem de abandonar o curso porque acreditam que agindo assim, estarão perdendo alguns anos. Porém, se pensarmos que a carreira pode ser uma opção por 35 a 40 anos, não se pode considerar perda de tempo esse repensar e/ou refazer a escolha profissional. Pela possibilidade de se construir uma carreira com muito mais chances de prazer e realização, qualitativamente falando, o ganho será muito maior.



Há um contexto que dificulta ao aluno fazer uma escolha profissional mais consciente e o mais autônoma possível. Por exemplo, a falta de oportunidades ao longo da vida para aprender a fazer diferentes escolhas, a dificuldade para lidar com a dúvida e conseguir deixar para trás o que não se escolheu, o número de profissões que aumentou e tem aumentado significativamente de algumas décadas para cá, o apelo ao consumo e valores muito mais voltados ao "ter", a ilusão da maior possibilidade de inserção no mercado de trabalho para determinadas profissões, a falta de informações realistas sobre as profissões. A quantidade de informações disponíveis é imensa, porém nem sempre elas são fidedignas, isto é, fiéis à realidade.

Além disso, os interesses se modificam ao longo da vida, eles são construídos à medida que a pessoa amplia as experiências, a sua relação com o mundo. É possível também que ela tenha diferentes interesses, sem que isso se constitua num problema. Nesse caso, deverá estabelecer suas prioridades, responder àquelas questões expostas no início (questão 1), definir o que deseja para si e em seguida, lidar com a perda daquilo que não foi escolhido. As decisões porém não são necessariamente definitivas e sempre será possível rever e/ou refazer as escolhas feitas.



 

Receba nossa e-news e veja conteúdo exclusivo do site.

 
Caso você não visualize a animação corretamente, clique aqui para fazer o download do plugin do Flash.
 
 
Envie para um amigo Imprimir  
 
Copyright © 2008 - Editora Novo Meio Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
Sobre a OFFLINE | Nossa Equipe |